Olá Reader,
Numa consultoria recente, o gestor de uma equipe comercial me mostrou o quadro de metas da parede — bonito, bem feito, com aquele discurso de "vamos juntos, somos time, história de sucesso".
Aí eu perguntei: qual é a taxa de desligamento voluntário do seu time?
Ele deu uma desculpa qualquer. Mas o número era 40% ao ano.
40%. Numa equipe de 10 pessoas, você perde 4 a cada 12 meses.
Aí está o problema. Você investe em motivação — discursos, eventos, alinhamentos — e ignora alinhamento mesmo.
Motivação é emocional. É um pico temporário que desaparece assim que a realidade volta.
Alinhamento é estrutural. É o resultado de a pessoa estar em um lugar onde ela consegue fazer o que faz de melhor todos os dias.
A Gallup tem um dado novo: apenas 20% dos funcionários globais estão engajados em 2025. E sabe qual é o driver disso? 70% vem do gestor.
Não da missão. Não dos benefícios. Do gestor.
E sabe qual é a parte que dói? Entre 2022 e 2025, o engajamento de gestores caiu 9 pontos. De 31% para 22%.
Quando você força um gestor a motivar enquanto ele próprio está queimado, o time sente. E desligamento acelerado é o resultado.
Então a pergunta real não é "como faço para motivar mais". É "estou colocando cada pessoa no lugar onde ela consegue usar seus talentos naturais?"
Um vendedor com talento de Relacionamento em prospecção agressiva é desperdício. Coloca em renovação e ele brilha.
Um gestor com talento de Empatia em gestão operacional é frustração. Coloca em desenvolvimento de pessoas e ele floresce.
Engajamento não é sentimento que você injeta com um discurso.
É contexto que você cria estruturando o trabalho certo para o talento certo.
Se isso faz sentido para você, me responde esse email. Posso te contar como trabalhamos essa abordagem nos treinamentos.
Rodrígo Ferreira Pontos Fortes | pontosfortes.com.br/links
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